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Em busca do bem viver

Datas comemorativas fazem parte das tradições das sociedades humanas ao longo da história da própria humanidade. E hoje, 02 de novembro, é, pela cultura católica implementada em nosso país, o Dia de Finados ou Dia dos Mortos. A data é feriado nacional. Para que homenagens sejam prestadas às pessoas queridas que se foram deste mundo. Contudo, apesar de ter uma data especialmente dedicada a ela, a morte continua sendo um tabu. Por não se falar dela, acabamos estruturando a vida de forma que não sabemos como bem morrer nem como bem viver. E é sobre isso que quero tentar discorrer hoje.

Crédito foto: freepik

De uma forma geral a morte é apresentada como algo tenebroso, medonho, que nos persegue com o relógio em uma mão e a foice em outra. Talvez, pelo fato das nossas funções extra-sensoriais (aquelas que existem além dos cinco sentidos amplamente reconhecidos) estarem adormecidas, a morte passa a ser uma incógnita, apesar de ser uma certeza. Portamo-nos diante dela da mesma forma que nos portamos diante de tudo aquilo que não conhecemos: com medo. Temos medo do desconhecido. Creio que essa seja uma característica instintiva, presente em todas as formas de vida, se manifestando de acordo com a situação, para garantir a sobrevivência.

Crédito foto: (macrovector) freepik Ao mesmo tempo, nós humanos, somos dotados de inteligência, o que, em tese, nos ajudaria a passar de forma mais consciente pelos momentos mais obscuros da vida. Só que não é isso que acontece. E, por abdicarmos dos nossos atributos mais elevados como a inteligência pura e a intuição, cortamos o fio que nos une ao todo universal e passamos a viver apenas na parte, de forma totalmente embolada, como um novelo de lã que foi desprendido e reunido novamente pelas mãos de uma criança. Já que a vida passa a se resumir somente à parte, começamos a dar atenção somente àquilo que pode ser assimilado pelos nossos olhos, ouvidos, nariz, boca e pele. Tudo além disso, é um mistério, é incognoscível.

Começamos a viver pela matéria e para a matéria. Nutrimos nosso corpo. Temos que comer, temos que dormir. Nutrimos nossas sensações. Temos que comer coisas saborosas, temos que deitar em uma cama confortável, etecetera e tal. Cria-se, então, uma cultura pautada no hedonismo. E tudo que se relaciona aos sentidos e às sensações se destacam diante de nós. A vida fora dessa caixa passa a ser uma vida de escassez. Para piorar, ao mesmo tempo em que se fecha ainda mais a bolha da existência pautada no materialismo, a vida passa a ser vinculada a esquemas puramente comerciais e/ou egóicos, como a luta pela eterna juventude do corpo, a competição por status, o intelectualismo vazio, entre outros. Assim, como tudo isso vai acabar junto (ou antes) do último suspiro, nossa vida está sempre incompleta, sempre em falta. Passamos a viver uma vida de infelicidade, tentando, a todo custo, levantar a peteca com coisas que passam. Então, não sabemos viver. Não à toa existe uma infinidade de doenças em nossa sociedade. E, se não sabemos viver, também não saberemos morrer.

Crédito foto: wix

O quanto deixamos a desejar em nossas ações? Isso pode ir abreviando nossa passagem por aqui. Quanto mais nos distanciamos da nossa essência, mais nos matamos. Não vou entrar em detalhes, precisamos apenas refletir, individualmente. Existe um princípio hermético que diz o seguinte: “O que está em cima é como o que está embaixo”. Tudo está conectado. Então, neste dia dos mortos, desejo que você encontre um bem viver.

Crédito foto: wix

Até o próximo texto. Axé!




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>Produção e diagramação: Dalila Pires<

 
 
 

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