No rolê do bem
- Mônica Maria

- 9 de dez. de 2019
- 2 min de leitura
Quando uma turma de jovens entre vinte e trinta e poucos anos se reúne é para:
A) Ir para a balada do momento;
B) Curtir um churrasco no fim de semana;
C) Fazer do mundo, um lugar melhor para se viver.
Acertou quem falou todas as letras. E olha que ainda caberiam muitas outras alternativas aqui! Mas agora é hora de falar um pouquinho sobre o trabalho de nove jovens de Belo Horizonte que dedicam boa parte de seu tempo para promover ações de conscientização, entretenimento e formação social para meninas e mulheres periféricas.
A iniciativa, que surgiu em 2017, recebeu o nome de Coletivo Luna, e já atendeu a, aproximadamente, 160 pessoas. Massa, não é mesmo?
A ideia surgiu a partir da constatação de que os acessos a certas informações são restritos à população mais pobre. Então, o coletivo começou a atuar na promoção da educação crítica dos eixos GÊNERO, RAÇA e SEXUALIDADE; pautas de extrema importância, mas que não chegam às favelas. O resultado dessa desinformação é maior vulnerabilidade e violência nesses espaços.
E como se dá esse rolê?

*imagem cedida pelo Coletivo Luna
A turma do Coletivo vai até escolas públicas e algumas instituições de Belo Horizonte e região, promovendo rodas de conversas mensais, com meninas e adolescentes, discutindo temáticas que valorizem a diversidade e os direitos humanos.
Os relatos que mais aparecem nas rodas são voltados para situações de abusos sexuais e rivalidade feminina. Ou seja, para uma sociedade tão avançada em diversos aspectos, os velhos problemas de sempre. Quero, inclusive, abrir um parêntesis para um pensamento que me ocorreu aqui: a rivalidade feminina, muitas vezes pode colocar uma mulher que sofreu abuso como culpada pelo fato quando, na verdade, a culpa do abuso é exclusiva do abusador. Daí a importância de se trabalhar a sororidade. Mulheres, unamo-nos! Fecha parêntesis.
É muito valioso apresentar ao ser humano novos conceitos, novas formas de ver e viver, principalmente em ambientes onde há uma enorme limitação de conhecimento.
Ao trabalhar o pensamento crítico, ampliamos a capacidade de entendimento e possibilitamos que o respeito entre as pessoas seja cada vez maior.
Pessoal, vocês estão de parabéns! E que esse rolê sirva de inspiração para mais jovens. Quando cada pessoa faz a sua parte, a gente consegue transformações grandiosas.
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