O doce lado da vida
- Mônica Maria

- 9 de abr. de 2020
- 3 min de leitura
Cada dia em que acordamos, temos a oportunidade de escolher o tempero que iremos dar aos momentos que surgem. E, em tempos amargos, fazer alquimia com a vida para deixá-la mais doce é uma escolha inteligente. A doçura nos remete à alegria e à pureza, tal como são as crianças: seres com grande plasticidade e enorme fé na humanidade. Ingredientes necessários para um adulto, apesar de vermos esses potes vazios na despensa de muitas pessoas.

Crédito foto: acervo Wix
Pensando que a ideia exposta como metáfora representa algo do mundo real, para aqueles que desejam adoçar a boca e a vida, haverá sempre alguém que forneça um agrado. E, como vivemos em uma sociedade amplamente diversificada, fazer doces é uma atividade econômica de grande representatividade. De acordo com dados do Ministério da Saúde, um em cada cinco brasileiros consomem doces cinco ou mais vezes por semana. Isso traz um faturamento de mais de R$12 bilhões por ano no país, gerado por grandes empresas e também por pequenos negócios.
Tradicionalmente, a Páscoa é um momento de alavancagem das vendas, uma vez que faz parte da vida dos brasileiros a compra de ovos e chocolates durante esse período. Contudo, neste ano, a pandemia provocada pelo coronavírus, fará com que o movimento caia significativamente. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), prevê uma redução de 31,6%, em relação ao período da Semana Santa do ano passado, o que representa R$738 milhões a menos no varejo.
Como temos por princípio evidenciar ações promovidas por mulheres, ouvimos duas empreendedoras do segmento de doces para saber como estão suas vendas nesta Páscoa.
Rosângela Albuquerque é professora de formação e atua há sete anos como doceira. Para ela, o movimento este ano está muito baixo.

<< Crédito foto: Rosangela Albuquerque
“Nessa quarentena as minhas vendas
caíram mais de 80%, pelas dificuldades financeiras de alguns, e por medo de contaminação de outros. A única alternativa que eu encontrei para vender ainda esses 20% foi dar descontos e brindes para quem conseguisse revender meus produtos”, diz. Seu negócio é a principal fonte de renda da família e ela conta com a ajuda das filhas para fazer a divulgação dos produtos na internet, através do perfil Doce Mel (@doce_doce_mel), no Instagram.

Crédito foto: Irlane Ferreira >>
Já para Irlane Ferreira, da Dolce Vita Chocolates Finos (@dolcevitachocolatesfinos) a pandemia em si não é problema. Ela inclusive acredita que o chocolate tem o poder de abrir sorrisos em tempos difíceis. De acordo com a empreendedora, que está há cerca de vinte anos no mercado, o mais difícil é a disputa com as marcas industrializadas. “A maior dificuldade que encontrei ao longo desse tempo, foram das pessoas duvidarem da qualidade do meu trabalho. Porque tem muitos produtos nas prateleiras de qualidade inferior, e elas acreditam que, por ser trabalho de uma empreendedora, não seja satisfatório. O que não é verdade”, afirma.
Apesar das dificuldades, as empreendedoras são enfáticas ao acreditarem em um mundo melhor, mais positivo, com “mais harmonia, mais respeito, e com mais chocolate”, afirma Irlane. Tal realidade é possível se as pessoas se tornarem “mais conscientes da necessidade de ajudarmos uns aos outros”, complementa Rosângela.
Vejo aqui aquela fé na humanidade que falei lá em cima, algo emanado pela doçura de um coração sincero. Sabemos bem que empreender nos coloca diariamente diante de desafios e situações que nem sempre serão doces. Contudo, empreender é um estilo de vida. Estilo esse que te permite ir ao encontro do seu propósito maior, que é o lado doce da vida.
Crédito foto de cima para baixo (foto 1 e 2, Irlane) (foto 3 e 4, Rosangela)
Ficou com vontade? Então te convido a clicar nos links abaixo e conhecer melhor o trabalho dessas mulheres batalhadoras: Instagram Rosangela Alburquer @doce_doce_mel Instagram Irlane Ferreira @dolcevitachocolatesfinos
Um beijo e até o próximo texto.
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